OE2010: Sócrates traiu o interior, agora mata o interior
03-Fev-2010

analise_piddac_2010_bloco_portalegre No primeiro mandato, Sócrates traiu o interior, agora mata o interior. Este é o resultado do orçamento de estado do PS viabilizado pelo PSD e CDS, com os deputados do distrito incluídos! Segundo consta, Rui Simplício, dirigente do PS desapareceu do mapa e percebemos a razão, é realmente vergonhoso e escandaloso este OE, cheira a catástrofe.

Em 2009 passámos de 47 milhões para 27,7 milhões e agora ficamo-nos pelos 2,7 milhões, sendo 190 mil euros para o concelho de Portalegre. É evidente que os "Gurus" e o próprio Rui Simplício virão falar da nova forma de financiamento, como parcerias público-privadas, orçamentos ministeriais ou empresas públicas e Estradas de Portugal… Vão referir também os programas de apoio como o INALENTEJO, cujos investimentos elegíveis cifram-se em 20,5 milhões de euros em projectos empresariais, mas, não é garantido que se efectivem os projectos. O QREN e o PRODER, não passam de miragens enaltecidas pelos defensores do sistema cuja aplicação tem sido desastrosa. À revelia de todos, o PS já tem em marcha a regionalização à sua maneira com as NUT, e aqui o PIDDAC perde o contexto que tinha, tornando confusa a sua comparação com anos anteriores. Mas certo é, que os 83 milhões para todo o Alentejo, não esquecendo a Lezíria do Ribatejo, contrastam com os 252 milhões de 2007. E se os números são manifestamente insuficientes também carecem de um projecto estruturante com medidas reais e sérias.

O Bloco de Esquerda manifesta o seu completo repúdio por estas políticas, e acusa o PS, PSD e CDS pelas consequências. Este OE insiste nas políticas de direita porque no lugar de captar receitas onde elas são substanciais, vão tirar a quem menos tem e onde mais falta faz. Porque se há crise, ela devia ser para todos e até mais suave para os mais fracos. Acusamos também os responsáveis locais pela total apatia, inoperância e cumplicidade, onde mais uma vez os deputados eleitos não reconhecem que os seus partidos prejudicam este distrito.

O BE ao contrário desses partidos não viabiliza orçamentos com os quais não concorda, exige medidas sérias e políticas diferentes das que os partidos da direita têm tido, pois só assim poderemos mudar de rumo. Este modelo está falido e já deu provas de não resolver o problema do desemprego que vai agravar e retira mais qualidade de vida aos portugueses numa completa regressão a um passado que se queria esquecido. Até quando vão continuar as promessas eleitorais sem cumprimento?

 

Os nossos cumprimentos

Portalegre, 03-02-2010

A Comissão Coordenadora Distrital

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