No dia da apresentação dos novos
submarinos da Marinha de Guerra, o Bloco de Esquerda organiza-lhes
uma recepção alternativa.
No dia da apresentação dos novos
submarinos da Marinha de Guerra (quarta-feira 8 de Setembro), o Bloco
de Esquerda organiza uma recepção alternativa, para apresentar à
sociedade lisboeta e ao país o resultado de um estranho e ruinoso
negócio que, com o alto patrocínio do PSD/CDS e do PS, irá custar
mil milhões de euros aos e às contribuintes.
Por não aceitar a aposta em material
militar, apoio a guerras de interesses económicos que provocam
catástrofes humanitárias a reboque da NATO, o Bloco sai à rua em
protesto e convida todos e todas a juntarem-se à festa.
8 de Setembro, 4ª feira | 17:30h |
Largo de S. Domingos (junto à ginginha do Rossio)
Em entrevista ao esquerda.net, o deputado bloquista Pedro Soares explica como funciona o Banco Público de Terras e quais as suas vantagens para a prevenção dos fogos e o reordenamento do território no interior. Pedro Soares diz que o Banco Público de Terras já deu provas de ser uma boa solução na Galiza, onde a estrutura de propriedade é semelhante à do norte do país. O vídeo da entrevista (em teleconferência) está disponível no fim da notícia.
Quais os objectivos desta proposta? O objectivo desta proposta é evitar o abandono das áreas rurais e da agricultura. Há muitas terras abandonadas e há muita gente que pretende dedicar-se à agricultura. Sobretudo uma nova geração de gente qualificada e disposta a dedicar-se à agricultura, mas que não tem terras, apesar delas existirem e estarem abandonadas, tendo capacidade agrícola.
O Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI) foi
classificado como área protegida desde o ano de 2000 devido à sua enorme
riqueza natural, paisagística, patrimonial e cultural.
Com 26.484 hectares, esta extensa área conta apenas com um
vigilante da natureza para o desempenho das funções fundamentais de
fiscalização, monitorização e sensibilização ambiental, sem as quais não é
possível proteger e valorizar este património natural.
A insuficiência de vigilantes da natureza no PNTI, à
semelhança do que acontece em todas as áreas protegidas do país, é um convite à
infracção ambiental e à degradação dos valores ambientais, paisagísticos e
culturais existentes nesta área protegida.
De
acordo com uma denúncia
da associação ambientalista Quercus, o Instituto para a Conservação
da Natureza e Biodiversidade (ICNB) autorizou a demolição da
muralha da antiga Igreja de São Paulo, no concelho de Elvas, em
pleno período de nidificação de cerca 300 casais de
andorinhões-pretos (Apus
apus),
uma espécie legalmente protegida.
Note-se
que a obra de demolição, da responsabilidade do Ministério da
Defesa, iniciou-se sem ter qualquer autorização do ICNB. Apesar da
ilegalidade, o ICNB acabou por autorizar a intervenção, aceitando o
argumento de que o risco de derrocada iminente e
a impossibilidade de alargar o perímetro de segurança em torno da
muralha não permite adiar a demolição para o final de Julho,
altura que as aves iniciam os seus movimentos migratórios.
Ao contrário do pretende fazer
crer o bloco PS-PSD-Cavaco, o PEC não é parte da solução da crise gerada pela
especulação financeira e pela ganância do capital. Em vez de prevenir e curar a
doença, o tratamento aplicado veio agravar o problema multiplicá-lo por este
país fora.
As malfeitorias do PEC estão a
chegar em força ao poder local. O corte de 100 milhões de euros nas
transferências do Orçamento de Estado para as autarquias põe em causa políticas
de proximidade que tornam mais racional o investimento público – um euro
investido nas autarquias é muito mais reprodutivo que o mesmo euro consumido na
máquina burocrática dum dos países mais centralistas da Europa.