No
novo romance de José Luís Peixoto, que chega às livrarias portuguesas a
24 de Setembro, 'Livro' é nome de pessoa, do protagonista da história,
centrada na emigração portuguesa para França nas décadas de 1960 e 1970.
'A
história é maravilhosa, desde a primeira frase do livro', disse hoje à
Lusa Francisco José Viegas, director editorial da Quetzal, que está a
reeditar a obra de José Luís Peixoto. E a primeira frase é 'A mãe pousou
o livro nas mãos do filho'.
'Uma mãe abandona um filho para poder
emigrar e, muitos anos depois, os seus destinos voltam a cruzar-se, num
enredo de coincidências portuguesas, amores desencontrados,
bibliotecas, livros de que se gosta muito -- e é já o 25 de Abril, com
uma segunda geração de emigrantes que são portugueses em França e
franceses em Portugal', resumiu.
Em entrevista ao esquerda.net, o deputado bloquista Pedro Soares explica como funciona o Banco Público de Terras e quais as suas vantagens para a prevenção dos fogos e o reordenamento do território no interior. Pedro Soares diz que o Banco Público de Terras já deu provas de ser uma boa solução na Galiza, onde a estrutura de propriedade é semelhante à do norte do país. O vídeo da entrevista (em teleconferência) está disponível no fim da notícia.
Quais os objectivos desta proposta? O objectivo desta proposta é evitar o abandono das áreas rurais e da agricultura. Há muitas terras abandonadas e há muita gente que pretende dedicar-se à agricultura. Sobretudo uma nova geração de gente qualificada e disposta a dedicar-se à agricultura, mas que não tem terras, apesar delas existirem e estarem abandonadas, tendo capacidade agrícola.
O Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI) foi
classificado como área protegida desde o ano de 2000 devido à sua enorme
riqueza natural, paisagística, patrimonial e cultural.
Com 26.484 hectares, esta extensa área conta apenas com um
vigilante da natureza para o desempenho das funções fundamentais de
fiscalização, monitorização e sensibilização ambiental, sem as quais não é
possível proteger e valorizar este património natural.
A insuficiência de vigilantes da natureza no PNTI, à
semelhança do que acontece em todas as áreas protegidas do país, é um convite à
infracção ambiental e à degradação dos valores ambientais, paisagísticos e
culturais existentes nesta área protegida.
A região Alentejo constitui uma unidade territorial coerente
em termos de cultura e identidade, de características inigualáveis a nível
nacional.
Constitui mais de um terço do território continental e
dispõe de uma frente atlântica e de fronteira com o estado espanhol sem
comparação com outras regiões ou províncias.
De Sines a Olivença ou de Nisa a Almodôvar a região
alentejana é fértil em unidade cultural e arquitectónica mas também em
diversidade biológica, agrícola ou mineral.
Para além disto, a análise dos resultados dos referendos
sobre a IVG ou regionalização mostram nitidamente dois países: um a norte e
outro a sul do grande rio.
Os desafios culturais, políticos e ambientais que se colocam
aos alentejanos e alentejanas pelo simples facto de estarem na primeira linha
do "arco do Mediterrâneo" são por demais evidentes para nos poderem
passar ao lado.
Para o Bloco de Esquerda é fundamental analisar todas estas
questões de uma perspectiva socialista e científica.
Por isso, convidamos personalidades de outras latitudes e
perspectivas para aperfeiçoar as ideias e melhorar a intervenção para o reforço
de uma esquerda plural e interventora.
De
acordo com uma denúncia
da associação ambientalista Quercus, o Instituto para a Conservação
da Natureza e Biodiversidade (ICNB) autorizou a demolição da
muralha da antiga Igreja de São Paulo, no concelho de Elvas, em
pleno período de nidificação de cerca 300 casais de
andorinhões-pretos (Apus
apus),
uma espécie legalmente protegida.
Note-se
que a obra de demolição, da responsabilidade do Ministério da
Defesa, iniciou-se sem ter qualquer autorização do ICNB. Apesar da
ilegalidade, o ICNB acabou por autorizar a intervenção, aceitando o
argumento de que o risco de derrocada iminente e
a impossibilidade de alargar o perímetro de segurança em torno da
muralha não permite adiar a demolição para o final de Julho,
altura que as aves iniciam os seus movimentos migratórios.
Fernando Tordo: Diz o Obama (2010).
Ricardo Parreira: Cancionário (2010).
Adriano Correia de Oliveira: Cantaremos (1970).
Ricardo Rocha: Luminismo (2009).